SSP e Ministério Público apresentam resultados da Operação Paulo Ramos II

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) apresentou, na última de terça-feira (05), resultados da operação deflagrada pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), realizada na capital e no interior do estado, que apura o desvio de mais de R$ 2 milhões dos cofres públicos do município de Paulo Ramos. Durante a operação “ Paulo Ramos II”, foi dado cumprimento a sete mandados de prisões preventivas. Na ocasião, foram presos o gestor do Município de Paulo Ramos, Tancledo Lima Araújo; George Esber Mansour, Moussa Esber Mansour, Geovana Carla Costa Freitas Mansour e o irmão do prefeito e então secretário de Administração e Finanças do município, Joaquim Lima.

Também foi dado cumprimento ao mandado de prisão por trinta dias em desfavor de Luiz Antonio Meireles Gomes, funcionário e responsável pela empresa Rio Anil, de propriedade de Eduardo José Barros Costa, o ”Eduardo DP” e José Alencar Miranda, pai do agiota Gláucio Alencar, estes dois presos durante a Operação “Detonando” realizada em 2012 que investigava o assassinato do jornalista Décio Sá e constatou a existência de uma organização criminosa comandada por Gláucio e seu pai que fraudava recursos públicos em 42 municípios do Estado.

Os resultados da “Paulo Ramos II” foram apresentados durante entrevista coletiva na sede do Ministério Público do Maranhão (MMP), com a presença do secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela; do delegado-geral da Polícia Civil, Lawrence Melo; dos representantes da Seccor, os delegados Leonardo Bastian e Ricardo Moura; do Procurador Geral de Justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho; além dos promotores Klycia Menezes e Reginaldo Carvalho , do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Estado .

De acordo com o delegado-geral de Polícia Civil, Lawrence Melo, durante as investigações também foram constatadas fraudes em licitações. As empresas PGA Martins, JS Silva, esta aberta no nome de uma pessoa já falecida e a empresa Rio Anil eram usadas pela organização criminosa para desviar o dinheiro destinado para a merenda escolar  e iluminação pública do município.

“Todos os inquéritos não concluídos durante 2012 serão concluídos e quanto aos novos, que tiverem a necessidade de abertura, serão alvos de uma ação integrada da Policia Civil com o Ministério Público”, afirmou o secretário de Segurança, Jefferson Portela.

Ainda na coletiva, foi repassado pelo delegado Leonardo Bastian, do 1º Departamento da Seccor, que na análise do material de processo licitatório apreendido na casa do prefeito foi constatado que havia várias irregularidades.

“Fomos analisar o processo licitatório apreendido na casa do prefeito Tancledo Lima. Nesse processo foi comprovado que havia várias irregularidades indicando que a proposta de preço partiu do próprio computador da Prefeitura”, informou o delegado Leonardo Bastian.

Segundo o Procurador Geral do Estado, Luiz Gonzaga Martins, não será permitido que agente público se aproveite do cargo para desviar dinheiro público. “Não podemos permitir que agentes públicos exercendo cargo de grande notoriedade, seja de prefeito ou outro qualquer cargo eletivo, use a função para o desvio de recursos públicos, da saúde e da educação”, frisou Luiz Gonzaga Martins.

 

 

Clara Fonseca – Ascom/SSP