POLÍCIA E COMUNIDADE, UMA LUTA CONTRA AS DROGAS

“A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”.

(Aristóteles)

A Academia da Polícia Militar do Maranhão Gonçalves Dias que tem como responsabilidade preparar jovens recrutas entre 18 e 30 anos, durante o período de quatro anos, para assegurar a segurança da sociedade maranhense formou a 20º turma na última sexta-feira (09).

Um de seus ex-cadetes e atual Tenente Leandro Tavares foi destaque ao abordar durante sua monografia, sobre a atuação do crime organizado e das estratégias adotadas pelo sistema de segurança, para o combate às organizações criminosas no bairro da Cidade Olímpica.

Morador da comunidade desde seus quatorze anos, Leandro Tavares viu amigos e vizinho entrarem por um caminho muitas vezes sem volta, que o tráfico de drogas oferece. “Durante os levantamentos de dados na comunidade, eu preferi me manter neutro, onde as pessoas não sabiam que eu era um policial, para buscar um resultado imparcial e também manter minha segurança”. Relata o Tenente Tavares.

Um dos pontos citados em seu texto, ele fala sobre a influência das facções criminosas dentro da comunidade, e como essas passam a ditar e comandar o dia-a-dia dos moradores e a sociedade em geral, como nos casos que ocorreram em 2013 e 2016, onde durante esses anos aconteceram inúmeros ataques a coletivos e divulgação de arrastões por meio dos “salve”.

O que desencadeou ações contra as facções criminosas, levam em consideração um planejamento estratégico, voltado para o levantamento de informações, tratamento dos dados, rotina das operações policiais, com a finalidade de obter resultados, afim de acabar com a série de atentados que vinham ocorrendo na região.

Após planejamento das forças de segurança foram realizados por intermédio do 6° Batalhão de Polícia Militar, operações nos finais de semana e operações como a Operação Transporte Seguro que eram desenvolvidas diariamente.

Em uma parte do seu projeto, Tavares relata: “Quando questionava a comunidade a respeito das maneiras de resolver os problemas gerados pelas facções criminosas na comunidade e nas escolas, as respostas em sua maioria eram sobre realização de ações preventivas, com ações policiais por meio de palestras e visitas às escolas, com a finalidade de tratar dos problemas gerados pelo tráfico de drogas, principalmente nos pontos considerados críticos de alguns bairros, participação social, esforços conjuntos, ações sociais, controle de ações das facções, ação repressiva, responsabilidade e apoio do Estado”.

Hoje nesses pontos são realizados eventos para prevenção, como o “Pacto Pela Paz” que consiste em ações para fomentar a integração entre o poder público e a comunidade, fixando um olhar mais presente em serviços essências aos menos favorecidos. São as forças de segurança de mãos dadas em prol do cidadão de bem; Bombeiro Mirim; Proerd dentre outros que visão melhorar a vida da comunicação e afastar seus jovens do mundo das drogas.

Jhanyfer Carvalhos / Ascom – SSP