Cúpula da segurança pública apresenta relatório de conclusão de inquérito policial

Foto: Nilson Figueiredo

 

Por Mauro Wagner/ ASCOM SSPMA

A Cúpula da Segurança Pública realizou na manhã desta quarta-feira (23), por volta das 10hs, no auditório Leofredo Ramos, uma coletiva onde foram relatados a apresentação das conclusões do inquérito policial acerca da morte da publicitária, Mariana Costa, 33 anos. Na oportunidade foram reveladas pelas autoridades, que o acusado Lucas Leite Ribeiro Porto, 37 anos teria realizado o crime de homicídio por esganadura e ou sufocação contra a vítima.

De acordo com a investigação criminal, o homicídio contra a publicitária Mariana Costa fora perpetrado de forma planejada, pelo acusado Lucas Leite Ribeiro Porto. A investigação criminal definiu a autoria do crime e a forma como fora praticado. Mariana Costa fora surpreendida em seu quarto quando estava deitada e sendo surpreendida e levada ao desmaio pela tentativa de esganadura e posteriormente a sufocação da vítima, por uso de um travesseiro. O acusado fora indiciado pelo crime de homicídio triplamente qualificado e por estupro.

Relatório de conclusão do inquérito policial

Durante a apresentação na coletiva da SSP, o secretário de segurança pública, Jefferson Portela, informou que o homicídio de Mariana Costa está elucidado, onde o autor ficou confirmado como sendo o Lucas Leite Ribeiro Porto. A motivação e os atos criminosos ficaram para a coleta das investigações criminais, onde chegamos a ele neste momento. O Lucas Leite Ribeiro Porto, foi indiciado pelo homicídio triplamente qualificado e pelo estupro da senhora Mariana Costa. O secretário ressaltou ainda, que “Convêm destacar ainda, que os laudos revelam que as lesões sobre o seu corpo, ela teria travado uma rigorosa luta contra o criminoso. Tudo isso, revela lesões de defesa, são lesões da ação criminosa e da reação da vítima, tentando impedir a consumação do ato criminoso contra ela. Por essas razões ele foi indiciado pelo homicídio qualificado e o estupro”, relatou o secretário de segurança.

 

O Delegado Geral Lawrence Melo refutou que “O trabalho realizado de forma elucidativa, um trabalho rápido eficiente e que respondeu aos questionamentos da sociedade e da imprensa, identificando e determinando a autoria desse crime de grande repercussão, na sua elucidação e autoria deste crime, como autor o Lucas Porto. As investigações por conta da Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), coordenada pelo superintendente Leonardo Diniz, e pelo delegado Lúcio Reis, chefe do departamento de homicídio e ainda os trabalhos dos peritos, na pessoa do Dr. Miguel Alves, onde demonstraram todas as circunstâncias que cercaram este crime. De acordo com as provas, que já estão encartadas nos autos que foram remetidas à Justiça estadual, ficou caracterizado grande violência na pratica destes crimes. São várias as lesões de defesa que estão configuradas nos laudos periciais e neste conceito, damos por esclarecido este crime, bárbaro. Ainda restam alguns laudos relativos ao material orgânico que fora colhido na cena do crime”, finalizou o Delegado Geral.

Ainda na coletiva, o Superintendente de Polícia Técnica Científica, Miguel Alves ponderou que “Foram desenvolvidos todos os trabalhos periciais relativos ao caso, tanto ao exame cadavérico, como a coleta de todos os vestígios no local, bem como o exame no local do crime. Foram realizado ainda o recebimento pelo Icrim para análise das imagens e resultados nos aparelhos celulares. O superintendente da SPTC revelou que “Tivemos diversos laudos já concluídos e entre estes, 10 laudos já entregues à autoridade policial.  Há a caracterização de estupro contra a Mariana Costa e a tentativa de esganadura, a qual demonstram as marcas no pescoço da vítima e sendo finalizada o processo de sua morte, por meio de sufocação. Estamos aguardando a finalização de alguns exames e amostras biológicas para reforçar como a dinâmica do crime ocorreu no interior do apartamento da vítima”, pontuou.

Individualização das amostras

Miguel Alves finalizou dizendo, que já estão disponíveis para as autoridades policiais, o laudo cadavérico, o laudo do local, os laudos de análises em imagens, e diversos laudos relativos as amostras biológicas que foram coletadas e enviadas ao Instituto Laboratorial de Análise Forense. Mas especificamente a questão de sangue e de material biológico que já fora comprovado de se tratar de sêmen, os quais serão apresentados em segundo momento para a individualização das amostras e que poderão ser concluídos até a sexta feira. Conclui-o Miguel Alves.

Estiveram presente na mesa de autoridades, o secretário de segurança pública Jefferson Portela; o delegado geral da Polícia Civil, Lawrence Mello; o Subcomandante da Polícia Militar Jorge Luongo; o superintendente de Polícia Técnica Científica Miguel Alves, o superintendente da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), Leonardo Diniz; a delegada geral adjunta Adriana Amarante, e o chefe do departamento da delegacia de homicídios, Lúcio Reis.