PMMA e Instituto soldado Fernandes promovem caminhada na Litorânea

Com largada às 4h da tarde da ultima quinta-feira (08), da Praça do Pescador na Avenida Litorânea, em São Luis, centenas de pessoas participaram da caminhada “Eu me importo com a vida do policial militar“ promovida pelo Instituto soldado Fernandes “O Pantera”. O objetivo foi lembrar a morte do soldado Fernandes, “O Pantera”, morto em serviço no ano passado, e sensibilizar a sociedade quanto ao verdadeiro valor do Policial Militar. Na oportunidade foi lançada a campanha dezembro cinza para lembrar os PMs mortos no Maranhão.

Participaram do evento o comandante geral da PM, coronel Pereira, o subcomandante, coronel Luongo, coronéis do alto comando, comandantes de unidades da corporação, representantes da Maçonaria, ex-comandantes, oficiais e praças do serviço ativo e da reserva da corporação. Alunos do Curso de Formação de Soldados da PM e praças – CFSd também fizeram parte da caminhada.

No pelotão da frente, cartazes e faixas com frases e fotos em homenagem ao soldado Fernandes eram conduzidas por Taty Fernandes, mãe do “Pantera”, além de familiares e amigos do soldado Fernandes se emocionaram durante o percurso ao lembrar do amigo que tinha como paixão ser Policial Militar. “Hoje meu filho faria 33 anos. Ele amava ser policial militar e proteger as pessoas. Era cheio de sonhos. Nosso instituto está dando continuidade a esses sonhos e valoriza o trabalho do policial”. Destacou Tay Fernandes presidente do Instituto Fernandes.

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Para o policial militar Abílio Martins a profissão do policial está cercada de riscos e preconceitos, necessita, por tanto, ser reconhecida pela sociedade. “Hoje, saímos de casa e não sabemos se voltaremos vivo. Perdi vários amigos que morreram para defender vidas”. Disse o cabo da PM.

A chegada no Quartel do Comando Geral, no Calhau, foi marcada por homenagens e emoção com as falas da mãe e da irmã do soldado Fernandes, que leu uma poesia em homenagem ao irmão.

Para o comandante geral os policiais são anjos enviados por Deus para proteger à sociedade. Quem escolhe ser policial se orgulha dessa nobre missão de estar 24 horas defendendo o cidadão e mantendo a paz social “Muitos dos nossos irmãos perderam a vida defendendo a sociedade, lutando para manter a ordem e a tranquilidade. Somos guardiões da sociedade e amamos o que fazemos”. Disse o coronel Pereira.

A cada 17 horas um policial é morto no Brasil

A cada ano que passa os números assustam, segundo os dados publicados no Anuário de Segurança Pública de 2015, pelo menos um policial é morto a cada 17 horas É raro passar uma semana sem um caso de execução de policiais relatado na imprensa. Não é apenas o homicídio que ameaça a vida dos policiais brasileiros. O suicídio e doenças acarretadas pelo estresse e pelas dificuldades enfrentadas em seu dia a dia compõem o drama cotidiano da profissão em nosso país. Isso demostra que a face mais repugnante pelas quais os policiais são vitimados é a vulnerabilidade de sua profissão.