Dupla de executores são presos em Barra do Corda.

As policias civil e militar de Barra do Corda desencadearam na manhã desta quinta-feira (11), a operação “Setembro Vermelho”, que teve como objetivo tirar de circulação pessoas suspeitas de crimes de pistolagem na cidade.

Após inúmeras investigações realizadas pelo delegado do 1º DP, Bruno Aquino foi possível se chegar ao executor Geone da Conceição da Silva, de 25 anos, após cometer homicídio em desfavor da vítima Manoel Martins Costa, em 28 de setembro de 2018, na Vila Mariana, em Barra do Corda.

De posse dessas informações foi feito um trabalho conjunto entre as policiais civil e militar que chegou até o esclarecimento de outros três homicídios ocorridos no mês de setembro na cidade. O primeiro caso que aconteceu no início do mês passado, foi de um morador recente conhecido como “Preto”, no Povoado Lagoa do Angico.

Em seguida a morte de Lindomar dos Santos Rocha, ocorrida no bairro Articum no dia 14 e de Carlos da Silva Conceição, no bairro Altamira, assassinado no dia 28, ambos ocorridos respectivamente também no mês de setembro do corrente ano.

Diante desse trabalho investigativo a polícia representou pela prisão temporária de Geone da Silva, que foi preso no bairro Vila Canadá, em Barra do Corda. Com ele foi encontrado um revólver calibre 38 municiada.

Vale ressaltar que ele era desertor do exército, possuindo treinamento militar e de alta periculosidade, frio e violento.

O comparsa.

Com a prisão de Geone da Silva a polícia chegou até seu comparsa conhecido como José Adenilson Goias de Sousa, vulgo Nil, de 28 anos. Responsável por pilotar as motocicletas usadas na execução dos crimes.

José Adenilson foi preso em sua residência e confessou a prática de três desses quatros homicídios feitos na companhia de Geone, sendo que dois destes foram pagos por pistolagem e um por vingança.

Relatou ainda, que Geone comprava as munições de Givanildo do Nascimento Oliveira, de 32 anos, motivo pelo qual foi preso em flagrante delito pelos crimes de venda ilegal de munições e posse ilegal de arma de fogo. Com ele foi encontrado cartelas de munições para a venda e uma arma tipo revolver calibre 22.

Geone que estava na companhia pela oitava vez de seu advogado de defesa, negou todos os relatos dados pelo seu comparsa, afirmando que apenas emprestou sua arma para José Adenilson e que o mesmo teria cometido o quarto homicídio junto de um outro elemento desconhecido por ele.

Com os executores presos, as investigações seguem agora com o intuito de detalhar cada um desses crimes, e em especial, identificar os possíveis mandantes desses delitos praticados por encomenda.

 

Carolina Gomes – ASCOM/SSP