Polícia Civil prende suspeito de homicídio em Imperatriz

A Polícia Civil apresentou, nesta segunda-feira (14), Juvenal Martins de Sousa, de 53 anos, suspeito de assassinar Marcio Luiz Sampaio, de 34 anos, em dezembro do ano passado, em Imperatriz. Juvenal estaria alcoolizado na garupa de uma bicicleta em que era conduzido pela vítima e teria feito disparos com uma arma de fogo. No momento em que Márcio Luiz foi morto, não havia movimentação de pessoas na Rua 7, no bairro Jardim São Luís, onde aconteceu o crime.

Segundo o delegado Vitor Eça, a polícia recebeu uma denúncia anônima relatando que o suspeito estaria circulando, armado e sob efeito de bebida alcoólica, em uma motocicleta pelas ruas do bairro Vila Nova. “Após buscas pelo bairro, nossa equipe visualizou o suspeito em uma motocicleta preta, em rua paralela à nossa viatura. Fizemos a abordagem, imobilizamos o suspeito e, em seguida, realizamos uma busca pessoal e na moto”, disse Eça.

A arma de calibre 38, citada pelo denunciante, não estava com Juvenal Martins. Mesmo assim, ele foi autuado pelos policiais com base no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê “detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação” para quem “conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência”.

Ao ser interrogado na sede da Delegacia Regional de Imperatriz, Juvenal Martins negou a participação no homicídio de Márcio Luiz. Segundo o delegado Vitor Eça, ele disse que era inocente, inclusive assinou um documento, autorizando a polícia a realizar buscas no interior de um imóvel onde funciona um bar de sua propriedade. Assim que chegaram ao local, os policiais encontraram um revólver calibre 38 com seis munições. “Mandamos a arma para a perícia, solicitando o exame de comprovação balística para saber se os projeteis encontrados no corpo da vítima partiram do revólver apreendido”, informou Vitor Eça.

Por ter sido autuado em crimes com penas que ultrapassam quatro anos de detenção, Juvenal – que agora também responderá por posse ilegal de arma de fogo – perdeu o direito de ser liberado mediante ao pagamento de fiança.   As autoridades da polícia local representaram judicialmente pedindo a prisão preventiva de Juvenal Martins de Sousa que está preso na Delegacia Regional de Imperatriz, à disposição da Justiça.