SSP trabalha no combate à corrupção em órgãos públicos

Com o objetivo de pôr fim a esquemas de corrupção que assolavam a administração pública, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) tem combatido de forma intensiva a corrupção contra o patrimônio público no Maranhão. Desde o início do governo Flávio Dino — quando o secretário Jefferson Muller Portela assumiu a gestão da instituição —, foram realizadas operações que têm apresentado resultados positivos à toda a sociedade maranhense.

A SSP criou a Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (SECC). A instituição policial responsável por ações que desarticula quadrilhas especializadas em desvios de recursos foi uma das medidas adotadas pelo Governo do Maranhão para impedir que crimes contra órgãos da esfera pública continuassem acontecendo no estado.

GILSON TEIXEIRA - Coletiva de Imprensa  Operação Morto Vivo de ajiotagem (2)

Somente no primeiro semestre deste ano, a nova gestão do sistema de segurança pública desencadeou quatro operações — Imperador, Morta Viva, Maharajá e Cayenne. A primeira, realizada entre o final de março e início de abril, prendeu a ex-prefeita de Dom Pedro, Maria Arlene Barros, e seu filho, Eduardo Costa Barros — suspeitos de participarem de um esquema criminoso que desviou, segundo a polícia, mais de R$ 5 milhões da prefeitura da cidade entre os anos de 2009 e 2012.

“Em Dom Pedro aconteceu a primeira etapa de uma investigação contínua sobre corrupção e agiotagem no Maranhão. Nós vamos dar continuidade ao desbaratamento destes grupos corruptos. O trabalho não irá parar”, afirmou o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela.

No mês de maio, as operações “Morta Viva e Maharajá” prenderam prefeitos, ex-prefeito e servidores municipais suspeitos de terem ligação com Josival Cavalcanti, conhecido como “Pacovan”, apontado como agiota nas investigações. O esquema desencaminhava recursos financeiros da Prefeitura de Bacuri e Marajá do Sena — considerado um dos municípios mais pobres do Maranhão — para contas particulares.

Além do combate à corrupção em instituições públicas municipais, a SSP também desencadeou ações que foram decisivas no enfretamento a subornos financeiros na gestão passada do Governo do Estado. Em maio deste ano, durante a Operação Cayenne, foram presos suspeitos no desvio de R$ 34 milhões da Universidade Virtual do Maranhão (Univima), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sectec-MA). “Os desvios eram realizados a partir de ordens de pagamentos bancários feitos de forma fraudulenta e com vista à simulação de pagamento de fornecedores”, revelou o delegado-geral de Polícia Civil, Augusto Barros.

Foto1_NaelReis - Operação CayenneNeste mês, a Polícia Civil deflagrou a Operação Asclépio, que teve objetivo de investigar fraudes na emissão de laudos do Instituto Médico Legal (IML) de São Luís para autorização do seguro DPVAT. A quadrilha praticava crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e material. Durante a ação policial, foram descobertos documentos que iriam servir para o ajuizamento de ações para o recebimento do benefício. “A Polícia Civil seguirá firme no combate à corrupção e na correção das suas instituições e dos órgãos. A SECC tem se debruçado diariamente para combater esse tipo de crime”, declarou Augusto Barros durante a apresentação dos resultados na sede da SSP.