Polícia Civil conclui inquérito do caso Golden Park

As investigações do caso de acidente ocorrido no Golden Park, concluídas na última quarta-feira (7), culminaram com dois indiciamentos. Nesta quinta-feira (8), foi divulgado o laudo do Instituto de Criminalística (Icrim) atestando que o brinquedo Polvo, onde foi causado o acidente, não apresentava as condições adequadas para funcionamento e utilização.

Segundo a delegada Irla Lima, titular do 1º Distrito Policial e a responsável pelo caso, serão indiciados criminalmente o gerente do estabelecimento e o engenheiro mecânico que emitiu documento atestando a segurança do brinquedo.

“Com esta prova, a polícia fechou o caso e aponta duas pessoas como coautoras do acidente que vitimou fatalmente uma pessoa e deixou outra ferida”, informou a delegada. O inquérito foi encaminhado à Justiça, que definirá sobre a condenação dos apontados.

De acordo com o laudo pericial, o brinquedo Polvo não possuía uma série de itens que garantiriam a segurança, nem havia sido submetido a vistorias. O documento diz que o brinquedo não era equipado com sistema elétrico apropriado, não possuía sinalização indicativa de altura máxima do usuário para usar o brinquedo, nem tinha, segundo as anotações, proteção elétrica.

Outra afirmação que consta no documento é a falta de manutenção do brinquedo. De acordo com o laudo, o equipamento não apresentava sinais de manutenção elétrica. Na conclusão, o documento diz que o brinquedo Polvo estava inapropriado para uso e não oferecia segurança aos usuários.

Diante destas conclusões, a delegada pediu indiciamento dos dois envolvidos por crime de lesão corporal grave seguido de morte, no caso da vítima fatal; e de lesão corporal, no caso da vítima que saiu com ferimentos leves.  Na ocasião do depoimento prestado na delegacia, o gerente relatou que os brinquedos eram testados, diariamente, sempre meia hora antes do funcionamento. Segundo ele, o teste consistia em ligar as máquinas e deixá-las em funcionamento. Afirmou, ainda, que os brinquedos eram seguros.

Durante a perícia, foram avaliados itens referentes à segurança do equipamento, velocidade, estrutura física e demais características técnicas, incluindo também rotação, altura, peso, capacidade de pessoas, ruídos e condições elétricas. Segundo o perito do Icrim, Antônio Junior, que esteve no parque periciando o equipamento, o objetivo da perícia “é construir um laudo seguro para abalizar as investigações e chegar às causas reais do acidente”.

O acidente no Golden Park foi dia 14 de setembro e teve como vítimas Luzivânia Brito, 39, e a filha dela, de oito anos, que foram arremessadas do brinquedo ‘Polvo’. Luzivânia saiu ferida gravemente e foi encaminhada para hospital onde ficou internada, vindo a falecer dia 22.

Sandra Viana / Ascom SSP