Polícia Civil interroga gerente de parque

O gerente do Golden Park, Antônio César Santana dos Santos, foi ouvido sobre o acidente que vitimou mãe e filha no brinquedo chamado Polvo. O depoimento foi colhido pela titular do 1º Distrito de Polícia Civil da Capital, delegada Irla Maria Silva Lima, na manhã desta quarta-feira (23).

Em pouco mais de meia hora de interrogatório o gerente informou sobre funcionamento do parque, manutenção dos brinquedos e plano de segurança. Segundo ele, todos os brinquedos estavam adequados para o uso e passavam por testes diários antes de serem postos em funcionamento. “O depoimento vai somar no inquérito, mas esclareceu poucos detalhes. Vamos prosseguir os interrogatórios e estamos empenhados neste caso para identificar o responsável”, declarou Irla Lima.

Antonio César contou que o teste nos brinquedos consistia em ligar as máquinas e deixá-las em funcionamento. Disse ainda que os brinquedos eram seguros. Quanto às travas de segurança – uma que veio no brinquedo e outra instalada pelo próprio parque – estavam normais e em perfeita condição de uso. O gerente relatou que no momento do acidente estava na cidade de Teresina, Piauí, acompanhando o nascimento da filha, e ao saber do ocorrido, orientou os funcionários a prestar toda a assistência à família, inclusive, financeira.

“Acreditamos que com este depoimento não precisaremos reinquiri-lo novamente, mas determinamos que permaneça na cidade até conclusão do inquérito”, disse a delegada. Irla informou ainda que os interrogatórios prosseguem e estão na lista os responsáveis pela liberação do parque, incluindo o engenheiro que vistoriou os brinquedos.

O parque vem sendo desmontado, mas o brinquedo Polvo ficará no local. “Pode ser que realizemos outra perícia, dependendo do que o laudo nos disser”. Segundo o Instituto de Criminalística (Icrim), o laudo sobre a perícia realizada no Polvo está em fase de conclusão e a equipe prossegue a análise técnica minuciosa.

O acidente no Golden Park ocorreu dia 14 e teve como vítimas Luzivânia Brito, de 39 anos e a filha dela, de oito anos, que foram arremessadas do brinquedo ‘Polvo’. Luzivânia saiu ferida gravemente e foi encaminhada para hospital onde estava internada, mas na última terça, 22, ela não resistiu e faleceu. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA) se solidariza com a dor da família e amigos, e informa que trabalha efetivamente no caso para que os responsáveis sejam punidos.

Sandra Viana/ ASCOM SSP