POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO AUXILIA PERÍCIA DO PIAUÍ EM CASO DE REPERCUSSÃO NACIONAL

A Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) do Maranhão, vinculada a Delegacia Geral da Polícia Civil, tem recebido apoio e investimentos, por parte do governo estadual, para o aprimoramento e expansão de suas atividades. Três novos institutos vão compor à superintendência: o instituto laboratorial de Análise Forense, o de Genética Forense e a Central de Custódia de Vestígios. A criação das novas unidades administrativas foi publicada no Diário Oficial do dia 13 de Maio de 2015, e segundo o superintendente de Polícia Técnica-Científica, Miguel Alves de Silva Neto, os novos institutos vão alavancar o nível de perícia do estado.

Recentemente, a Polícia Técnico-Científica do Maranhão deu apoio ao estado do Piauí, no caso de grande repercussão nacional, onde quatro adolescentes foram brutalmente agredidas e violentadas no município de Castelo do Piauí. “O superintendente da Polícia Técnico-Científica do Piauí, Antônio Nunes, entrou em contato conosco pedindo apoio para a realização de exame de genética. O delegado Geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, de pronto nos autorizou a dar essa colaboração e disponibilizamos um perito criminal. O trabalho foi concluído e comprovada, efetivamente, a participação dos suspeitos”, destacou o superintendente da SPTC.

Em virtude da qualidade do trabalho realizado no Piauí, o perito criminal do Maranhão foi convidado a participar da realização dos exames no laboratório de Genética Forense de Recife, Pernambuco. “Primeiramente, foi realizado um trabalho de triagem. Isso foi muito importante durante a confecção das lâminas. Além disso, o perito auxiliou na coleta dos vestígios. Foi um caso bem complexo, mas foi uma atividade de bastante integração entre os peritos do Piauí, Pernambuco e Maranhão”, frisou a perita criminal Cristiane Cutrim, especialista em Genética Forense.

O superintendente destacou também a qualificação dos peritos e as capacitações realizadas pela SPTC, em parceria com a Academia de Polícia Civil e alguns institutos. “Nós fomos demandados por outros estados por vagas nesses cursos de qualificação. Estados que nos auxiliam já estão interessados na nossa capacitação. No dia 27 de Julho, iniciaremos uma nova programação, que contará com a participação de peritos do Rio Grande do Norte, Amapá, Piauí, Pernambuco e Pará. Uma verdadeira família no combate ao crime”, enfatizou.

Instituto Forense

O instituto Forense vai funcionar em um prédio na Rua Afonso Pena, no Centro Histórico. Já foi realizada licitação e o prédio vai passar uma breve reforma para receber a nova unidade. “A criação desse instituto é um divisor de águas. Vamos sair da fase de criação como instituto de genética, vislumbrando essa acreditação e fazendo com que a demanda de casos reprimidos deixe cada vez mais de existir. Temos casos de confronto de vestígios, que são coletados no local de crime, papel importante na determinação da autoria e todos esses casos são resolvidos”, explanou Cristiane Cutrim, especialista em Genética Forense.

Projetos

A SPTC abrange o Instituto Médico Legal (IML), Instituto de Criminalística (ICRIM), Instituto de Identificação, e o Centro de Perícia Técnico da Criança e do Adolescente (CPTCA). Há projetos de expansão na prestação desses serviços em todo o estado. “Já estamos com projetos para a instalação em outras cidades, por determinação do governador. Passamos muito tempo com a população sem a disponibilização desse serviço e precisamos correr para tentar recuperar. O exame pericial é essencial para auxiliar a Justiça no esclarecimento de um caso, ou seja, culpar o verdadeiro criminoso ou inocentando quem esteja sendo acusado injustamente” pontuou o superintendente.

Estão sendo solicitados equipamentos de automação, em conformidade com a Lei Federal 12654/2012, que trata sobre a coleta compulsória de presos condenados por crimes hediondos. “Vamos fazer essa coleta compulsória e os levantamentos. Esses perfis coletados serão inseridos em bancos de dados, coordenados pela Polícia Federal. São vários bancos de dados com informações de condenados, de pessoas desaparecidas, e de vestígios” destacou, Cristiane Cutrim, especialista em Genética Forense.

Mauro Wagner/ASCOM SSP